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O funcionamento do WMS e sua forma de integração

Estima-se que em meados da década de 70, o WMS (Warehouse Management System ou Sistema de Gerenciamento de Armazém), surgiria com a proposta de melhorar o fluxo de informações de materiais de dentro de um depósito,  estoque, CD (Centro de Distribuição) etc. Porém, antes do desenvolvimento do mesmo, grande parte das empresas utilizavam o WCS (Warehouse Control Systems ou Sistema de Controle de Armazém), que possui a habilidade de controlar as transações de entrada e saída em estoque e as respectivas baixas dessas mesmas movimentações.

 

Devido a necessidade de um gerenciamento mais amplo, começaram a surgir os primeiros sistemas de controle de endereçamento, que passaram a ter preocupação com a localização de um produto em um “endereço” no armazém ou CD, sendo um destes sistemas o WMS.

 

Mas qual é a diferença entre o sistema WCS e o WMS?

 

WCS: Esse sistema permite o acompanhamento e o controle de transações, porém, não ajuda a gerenciar toda a operação do armazém. Comparado ao WMS ele possui alguns pontos fracos, tais como:

 

Flexibilidade limitada no hardware;

Relatório de administração de mão de obra e estocagem limitado;

Opções de customizações limitadas;

Não oferecem relatórios de administração detalhados e não exploram a dinâmica da radiofrequência com intercalação de tarefas.

 

WMS:  Tem como objetivo fornecer a gestores, executivos e operadores, a localização exata de produtos  e bens que se encontrem em locais diferentes do processo logístico, como em um  armazém ou CD, além de proporcionar informações importantes como a quantidade, lote, número de série e validade de itens no inventário.

 

Principais Funcionalidades:

 

  • Agendamento de recebimentos;
  • Endereçamento;
  • Conferência Cega;
  • Armazenagem;
  • Separação;
  • Abastecimento;
  • Inventário;
  • Conferência de Separação;
  • Consolidação;
  • Transferência entre Endereços;
  • Expedição;
  • Cross-Docking.

 

Vantagens do WMS:

 

Dentre algumas das vantagens do WMS, que foram descritas por Tompkins no livro The Warehouse Management System de 1968, estão:

 

  • Eliminações de reclamações por parte dos clientes;
  • Optimização do espaço para armazenagem;
  • Melhoria da produtividade;
  • Vantagem competitiva;
  • Controle de saída e entrada de mercadorias;
  • Controle de produção individual ou coletiva;
  • Melhor alocação de recursos;
  • Prevenção de perdas;
  • Redução de custos operacionais;
  • Aumento da acuracidade.

 

O  WMS da Cyberlog, além de disponibilizar todos os benefícios já citados, também oferece serviços como:

 

  •  Relatórios;
  •  Interface para criação etiquetas;
  •  Abastecimento (Podendo definir se ocorrerá por percentual de Picking ou liberação de espaço dos Pulmões);
  • Complemento de Separação;
  • Agrupamento de Separação;
  • Rastreio de entrega;
  • Automatização das ações;
  •  Lista de tarefas;
  •  Logs das operações no sistema;
  • Montagem de cargas etc.

 

Mas como o sistema WMS funciona?

 

Ele integra todos os processos de uma gestão de estoque em um único ambiente, desde o recebimento da mercadoria, a identificação, o endereçamento, a armazenagem  e finalmente a distribuição. Segundo Donath no livro The IOMA handbook of logistics and inventory management de 2002,  o funcionamento do WMS é descrito como “Uma parte importante da cadeia de suprimentos (Supply Chain) e que fornece a rotação dirigida de estoques, diretivas inteligentes de picking, consolidação automática e cross-docking para maximizar o uso do valioso espaço dos armazéns.”  

 

Deve-se ressaltar que o WMS é um módulo que deve ser integrado ao sistema ERP.

 

Integração ao sistema ERP

 

O ERP (Enterprise Resource Planning ou em portugês Sistema Integrado de Gestão Empresarial), é de extrema importância para qualquer empresa, pois é ele quem integra os dados da mesma e a partir das informações pela organização, será  possível realizar análises aprofundadas e desenvolver métodos para sanar alguns problemas como gastos indevidos e baixa produtividade. Porém, nem todos ERP’s possuem um módulo de gestão intra-logística robusto e é por isso que as empresas investem cada vez mais  em sistemas  exclusivos para armazém, que controlam e automatizam todos os processos de movimentação de produto.

 

A integração do Cyberlog WMS pode ocorrer por meio de:

 API;

 Web Service;

 Banco de Dados;

 Arquivo de Texto.

 

API (Application Programming Interface)

 

API que em português significa “Interface de Programação de Aplicativos”, é uma forma de integrar sistemas que possibilita benefícios como a segurança dos dados, facilidade no intercâmbio de informações com diferentes linguagens de programação e a monetização de acessos.  A API funciona como uma intermediária entre o ERP e o WMS, recebendo os dados de uma plataforma, fazendo sua interpretação e padronização e enviando-os para a outra aplicação com uma linguagem “legível” e compatível com as especificações do sistema. No caso da API, geralmente a transferência de dados acontece via JSON (JavaScript Object Notation). 

 

 ( Apresentação JSON www.json.org/json-en.html )

 

WebService

 

É uma solução utilizada na integração de sistemas e na comunicação entre aplicações diferentes, com esta tecnologia é possível que novas aplicações possam interagir com aquelas que já existem e que sistemas desenvolvidos em plataformas diferentes sejam compatíveis. Os WebServices são componentes que permitem que as aplicações possam enviar e receber dados em formato XML, Data Set, SOAP e REST.

 

Mas oque é XML, Data Set, SOAP e REST?

 

XML:  É um formato de texto simples e flexível, originalmente projetado para que atenda aos desafios da publicação eletrônica em grande escala. O XML também desempenha  um papel cada vez mais importante na troca de uma ampla variedade de dados na Web e em outros lugares.

 

Data Set:  Traduzido em português para “Conjunto de dados”, podemos definir como um corpo de informações estruturadas, que descreve alguns tópicos de interesse, como por exemplo no caso de dados tubulares, um conjunto de dados corresponde  a uma ou mais tabelas do banco de dados, onde cada coluna de uma tabela representa uma variável particular e cada linha corresponde a um determinado registro do conjunto de dados em questão.

 

SOAP:  É um sistema de protocolo de comunicação padrão, ele permite que processos que usem diferentes sistemas operacionais, como linux e windows, se comuniquem via HTTP e XML.

 

REST:  É um estilo arquitetônico que define um conjunto de recomendações para o design de aplicações que usam o protocolo HTTP para transmissão de dados. O REST opera por meio de uma interface consistente para acessar os recursos nomeados, geralmente é mais usado quando se publica uma API pública pela internet.

 

 

Banco de Dados

 

Neste tipo de integração a comunicação acontece direto de um sistema ao outro através de um “sincronizador” que acessa os bancos de dados, porém, nesse modelo. Ao optar por esta tecnologia, é necessário criar tabelas e views intermediárias entre os dois sistemas, mesmo tendo linguagens distintas. A gravação e leitura de dados deve operar de acordo com as regras estabelecidas na fase de planejamento da integração.  

 

Arquivo de Texto

 

Esse tipo de integração importa e exporta dados a partir de arquivos nos formatos de texto ou XML.

 

Como percebemos ao longo deste artigo, o sistema WMS foi criado com o intuito de proporcionar um melhor fluxo de informações de materiais dentro de um armazém, vimos também que antes de seu desenvolvimento as empresas contavam com um software chamado WCS, porém o mesmo não ofertava uma gestão que contemplasse toda complexidade do estoque as empresas, além disso, nos aprofundamos sobre a implantação do WMS e quais os sistemas que podem ser utilizados para  trabalhar em conjunto com o mesmo. 

 

Ressaltamos que com o WMS da Cyberlog, você pode obter um controle preciso do seu estoque, gerando ganhos financeiros e qualitativos.

 

Não perca tempo, contate-nos e saiba mais.

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